E, depois de tanto procurar
quem eu deveria ser,
aprendi a aceitar
quem eu sou.
Às vezes me desligo.
Quando o assunto não me toca,
meu pensamento simplesmente parte
para algum lugar distante.
Não é desprezo.
É apenas a minha maneira
de preservar aquilo que existe dentro de mim.
Odeio conversas vazias.
Prefiro uma palavra que provoque
uma lembrança,
uma pergunta que permaneça,
um silêncio que diga alguma coisa.
Não tenho necessidade
de estar em todos os lugares.
Prefiro estar inteiro
onde escolhi estar.
Sou essa ilha.
Cercada de histórias,
habitada por sonhos,
cheia de sentimentos
que nem sempre cabem em palavras.
E talvez eu tenha passado a vida inteira
tentando encontrar alguém que me compreenda,
quando, na verdade,
o maior encontro que consegui realizar
foi comigo mesmo.