Há quem passe pela vida
correndo atrás do amanhã,
sem perceber que o presente já está acontecendo.
Feliz é aquele que aprende
a contentar-se com o essencial: um pedaço de pão sobre a mesa, um abraço sincero, uma janela aberta para o dia.
Não leva contas antigas na alma, nem transforma pequenas dores em grandes prisões.
Sabe que perdoar
é também uma maneira
de seguir mais leve.
Trabalha quando é preciso,
descansa quando pode,
e não mede sua riqueza
pelo que consegue guardar,
mas pelas coisas simples
que nenhum dinheiro compra.
Quando o sol se despede,
não exige da vida mais do que ela pode oferecer.
Olha para o dia vivido,
reconhece seus erros,
agradece seus acertos
e deixa o restante para o tempo.
E, quando a noite enfim chega, não precisa possuir o mundo.
Basta-lhe a consciência tranquila, a casa em silêncio e a certeza de que, entre tantas coisas passageiras, estar vivo já é uma dádiva.