Vivo de escolhas,
Mas me falta saber se sou eu quem escolho ou se é a vida que me dirige por fios invisíveis.
Às vezes acredito que o destino é uma voz antiga que se aproveita das frestas do tempo para me lembrar o que fui e o que ainda preciso ser.
Noutras horas me sinto forte, sinto que posso tudo, que todos passos são meus, que sou corajoso e livre.
Mas pensando bem,
Sou metade vontade
E metade mistério, pois viajo entre mundos mas carrego comigo as marcas de vidas passadas que ainda respiram em mim.
Por isso acredito em reencarnação.
A vejo como um ciclo, um retorno ou um acerto de contas entre alma e aprendizado.
A morte não é o fim e nem começo, mas uma porta de escape da alma quando não precisa mais do corpo para crescer.
E continuo esse poço de dúvidas, esse fragmento de luz que me permite sentir que existo.
Por isso, já não busco respostas exatas. A vida e o destino me convidam e eu vou seguindo adiante.