Quem sou eu quando ninguém me observa?
Naqueles instantes em que ouço apenas o eco da minha própria voz. Quando as máscaras caem como folhas no outono.
Então olho no espelho e me pergunto: em qual face vou me esconder hoje? São tantas que já não sei qual delas é a minha verdadeira.
Às vezes penso que sou apenas um intervalo entre o que penso e que ouso acreditar. Sou o que sobra quando canso de fingir, mas essa sobra não me define.
Dizem por aí:
Sou espírito
Sou criação de Deus
Sou uma promessa do céu
Sou poeira cósmica em viagem.
Mas na verdade não passo de um ser vivo, observando a própria vertigem, tentando entender o que está além dos limites.
Já tive tantos nomes
Conheci tantas crenças
Vivi muitas ilusões,
Tudo em vão!
Então cheguei a conclusão:
Sou uma pergunta sem resposta, sou essa busca cansada, e vou existindo enquanto me procuro.
E um dia quando as máscaras caírem, vou mostrar a verdadeira face de minha alma.