Eu te escondo em meu peito, como quem esconde o sol atrás de um monte.
Te chamo por um nome que eu mesmo crie,
porque dizer seria confessar
e expor o meu SILÊNCIO.
Passas por mim num voo suave, feito ave que conhece bem o jardim dos meus sonhos.
Sei que não confias no chão em que vivo
mas teu voo ilumina meu olhar e isso me basta.
Há amores que sobrevivem apenas à distância. Mas posso te dizer que meu amor é leve, não cobra, não chama, não prende .
Aprendi a esperar:
no quase,
no talvez
e nos sonhos.
Por isso te amo como quem observa uma flor se abrindo, sem jamais pensar em colhê-la.
Se um dia pousares em meu jardim, que seja por vontade própria e não por promessa minha.
Até lá, sigo assim:
te amando em segredo,
te querendo em silêncio,
te esperando como quem sabe que alguns amores só existem em sonhos.