O corpo pede o que conhece.
Chão firme
Comida quente
Cama macia
Tudo que é imediato
Que sustenta o agora.
A alma pede o que não vê
Silêncio
Força para romper fronteiras
E a morte para se libertar.
O corpo precisa de toque
Textura
Rotinas
Repetições
A alma busca o que não conhece
Quer a luz que não queima a pele, mas que incendeia a consciência.
O corpo busca forças no repouso.
A alma vive desperta em busca de uma direção.
Entre corpo e alma há um fio invisível, um conflito em busca de harmonia.
Talvez um instante para compreender que somos esse diálogo interminável entre a leveza da alma e o peso do corpo.