Talvez este seja o momento mais difícil, quando o coração diz sim e a vida responde não.
As pessoas se afastam sem rodeios, sem despedidas, como se o tempo apagasse os laços sem pedir licença.
O coração insiste em sonhar, mas é a vida quem dita as regras.
Dentro de nós, o velho duelo: seguir o livre-arbítrio ou render-se ao destino?
Seria a vida um grande espetáculo, ou apenas um resgate de nós mesmos?
Curioso...
a vida sempre vence,
e, mais tarde, compreendemos
que aquele era, de fato, o melhor caminho.
Negar-se é morrer aos poucos.
Fugir de si é tropeçar no próprio caminho.
E o troféu dessa fuga é a morte, morte dos sonhos, das fantasias,
dos amores e das ilusões.
E então resta apenas esperar… pelo eterno retorno.