A franqueza é como um sol que desconhece cortinas. Invade as janelas sem ser convidada, ilumina tudo: o belo o feio, mostrando o que se tenta esconder.
Há quem chame de virtude,
por ser irmã da verdade e inimiga de máscaras.
Com ela os olhos ficam limpos, as palavras saem leves da boca e o coração bate tranquilo.
Mas a franqueza tem um lado cortante.
Quando esquece o tato,
Quando a verdade precisa de cuidados,
pois pode ferir mais do que curar.
Por isso a franqueza pode ser ponte ou lâmina,
depende de quem a usa,
De ter calma com o real
se lembrando do lado humano.
Porque na verdade
A franqueza é um espelho que se recusa a mentir, mesmo quando a imagem não está pronta para ser vista.