A dor física é como um raio que corta a carne, arde, lateja e limita, obrigando o corpo a reconhecer sua fragilidade.
É clara, visível, e se resume em: febre, fraturas, infecções e doenças, nos avisando que precisamos de cuidados.
A dor moral é invisível, se esconde no silêncio da alma: uma lembrança, uma perda, o remorso ou a saudade. É aquela dor que ninguém vê, mas que aos poucos nos consome. O corpo parece firme, mas por dentro a alma sangra.
A dor física pode ser aliviada por remédios, pela ciência ou pelo repouso. A dor moral exige outros cuidados: paciência, compreensão, fé e amor. Enquanto a dor física cicatriza no corpo, a dor moral só se resolve no tempo da consciência.
E qual delas dói mais?
Depende da essência de cada ser.
A dor física nos mostra a fragilidade. A dor moral nos ensina a perdoar, compreender e desapegar.
A primeira fere o corpo
A segunda fere o espírito.
Porém, ambas são altamente pedagógicas. Uma nos orienta a cuidar da vida, a outra recorda que não somos apenas carne, possuímos uma alma em busca de sentido.
Resumindo, nenhuma dor é em vão, elas são pontes que se tivermos coragem de atravessar, teremos uma vida mais serena, leve e sábia .