Há um instante em que o mundo esvazia.
As cores perdem a intensidade, as vozes não passam de ecos longínquos.
Tudo que era urgência se dissolve no tempo.
As ilusões partem
A realidade chega, não como brisa, mas como tempestade.
Os bate-papos perdem o gosto,
Rostos repetidos,
O fútil pesa mais que o silêncio.
Então a solidão não traz medo. Traz repouso.
É o limite de um corpo que se despede aos poucos, como quem aprende a morrer sem abandonar a vida.
É um ensaio para o fim, ou quem sabe um desenho de um recomeço.