A saudade não sabe andar devagar.
Não pede licença, não se anuncia,
Ela chega inteira, completa
como um vento que derruba árvores, portas e janelas, ou
como um silêncio que não cabe dentro de nós.
Não se instala aos poucos,
não se deixa domesticar e nem se acostumar. É brusca, urgente, repentina.
Talvez porque a vida,
quando foi vivida com intensidade,
não deixa marcas pequenas.
Cada instante vivido se transforma em algo, que cresce,
até ocupar todo o espaço da memória.
A saudade é o peso do sentimento que foi grande, a sombra de uma chama que ainda insiste em arder.