A pérola nasce de um incômodo.
Um simples grão de areia, estranho em suas em suas entranhas e a Ostra sente ferindo seu interior.
Mas ao invés de expulsar o intruso, ela o envolve em camadas de paciência e mistério, transformando-o em jóia rara.
Nós também somos assim.
Muitas vezes o que nos machuca se torna a fonte de nossa beleza interior.
O sofrimento quando bem entendido é transformador.
Não cria em nós uma luz artificial, mas uma luz que brilha na alma.
Há pérolas barrocas, que fogem da perfeição de esfericidade. Também somos assim: não existe vida sem marcas,
Sem histórias
Sem imperfeições.
A verdade é o que nos faz únicos.
Talvez sejamos todos pérolas,
Cada um guardando em si memórias de nossas feridas, que nos transformarão em luz.