A alma também adoece,
quando fica em silêncio,
ou atrofia-se no medo,
perdendo movimentos na rotina das dores.
Há músculos invisíveis que se esquecem o que é um abraço,
tendões da esperança que se retraem,
articulações do perdão que rangem ao menor esforço.
Quem a reabilita?
Não é um mestre de jaleco,
nem um sábio distante.
É aquele que, no cotidiano,
com paciência, escuta e labor interno ensina a alma a alongar-se novamente.
O fisioterapeuta da alma pode ser um amigo, um livro, um filme, um gesto inesperado,
ou o silêncio que nos devolve o fôlego.
A prescrição é sempre simples:
exercitar a compaixão,
respirar confiança,
caminhar leve na direção do outro, e reaprender o movimento essencial:
amar incondicionalmente.