Há um cansaço que não sara com repouso, ou com lágrimas.
Um silêncio que não consola e nem conforta.
É como caminhar pelo deserto, com sede e
com os bolsos cheios de areia.
As cores perdem o tom,
as horas perdem sua forma.
Nada mais faz sentido…
O corpo caminha,
mas a alma se arrasta.
E ainda assim,
a vida insiste,
há um sopro discreto
um grão de luz teimoso,
pedindo apenas um instante
para ser lembrado.
Talvez esse sopro
traga um novo sentido,
mesmo quando tudo em volta parece ruínas. Quando chega-se ao limite. É quando a alma precisa de descanso, é hora de dizer chega!