A ilusão as vezes me encanta, talvez porque ela seja como uma imagem distorcida num espelho imperfeito.
Como a miragem que a sede cria de água, num deserto árido e sem vida.
A ilusão é como sombras na parede, onde a gente não sabe se é um movimento real ou um teatro de luz.
Ou até como essas máscaras transparentes que nós usamos, nos esconde justamente porque são invisíveis.
Mas diante da realidade a ilusão é como um castelo de areia, lindo, bem feito, mas condenado à primeira maré.
Por isso não devemos viver sempre na ilusão. Nossas sombras caminham por paredes escuras. Mas só a luz poderá nos aprisionar.
Porque a ilusão respira, mas nunca teve pulmões.