Há um silêncio no fundo dos olhos dos sábios.
Um silêncio que se derrama como um rio subterrâneo,
fazendo barulho apenas na alma,
na consciência,
no pensar,
na prudência.
É o olhar de uma águia
que guarda a magia e a vivacidade como quem guarda um segredo antigo.
Nada ali é óbvio.
Há coisas que não se veem com os olhos ,
mas com a intuição,
com o terceiro olho,
com a linguagem secreta da alma,
escrita em símbolos que os homens ainda não aprenderam a ler.
À primeira vista, as pupilas parecem imóveis,
mas nelas há um temporal.
Dúvidas.
Perguntas que não pedem respostas,
apenas mais busca.
Esse silêncio é um gesto de lucidez,
uma resposta muda a um mundo
que ainda se agita nas sombras
da caverna de Platão.