A vida vazia não é viver sem movimento ou sem posses. Mas sim quando tudo perde o sentido.
Um cotidiano que se repete sem alma, onde os gestos viram rotina e o coração se cala.
É o excesso de bens materiais e a escassez de significados.
É sorrir por fora e murchar por dentro.
É ter muito tempo, mas não ter propósito.
É viver conectado ao mundo, mas desligado de sua própria essência.
É quando o corpo anda, mas a alma paralisa, não consegue seguir tanto desatino.
É quando os olhos veem tudo, mas não se encantam mais com nada. Parece que tudo perdeu a graça.
A vida vazia que vivemos atualmente é disfarçada com festas, conquistas, redes sociais, onde mostram o que não são, mas no silêncio da noite, a alma chora a solidão e o vazio.