Apesar dos pesares,
das dores que atravessam a pele
e dos reveses que obscurecem o dia,
a vida, ainda assim, vale a pena.
Vale, quando o sentido se revela
como um rio que, enfim, mostra seu curso
e já não se luta contra o vento,
nem contra as marés profundas da existência.
Desafiar as leis da natureza
é como nadar contra a correnteza:
cansa, esgota, arrasta.
Mas há outro caminho.
Mudar a direção do karma
é obra de gestos firmes,
de atitudes que nascem da luz
e da escolha constante pelo bem.
Somente assim
escapamos do giro eterno dos renascimentos,
para viver, não mais por nós,
mas por todos
no silêncio sereno
de quem serve à humanidade.