Textos
SILÊNCIO DE UM POVO
No silêncio,
o rato se serve.
O ovo observa,
julga,
condena.
À mesa,
tramas se entrelaçam —
frio teatro do ego.
Prometem,
tomam.
Sopram gastos,
esfarelam ganhos.
A saúde adoece
no próprio leito.
A educação escorre
como água entre dedos abertos.
Restam sucatas,
restos,
resíduos de um tempo que se esgota.
O fim sussurra.
Quem erguerá
o véu da mentira?
Quem ousará
salvar o que ainda pulsa?
Tião Neiva
Sebastião Neiva
Enviado por Sebastião Neiva em 03/07/2025
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