Quem imaginava que tudo terminasse assim.
A caneta do destino risca o papel do tempo
e o homem se move,
ator de uma peça que nunca se encerra.
São atos em sequência,
uma gangorra de luzes que aquecem
e sombras que esfriam a alma.
Assim se desenha a vida,
na sua dança silenciosa de idas e vindas.
É por isso que é preciso aprender,
não para saber mais,
mas para não ter que recomeçar.
A vida escreve com traços firmes,
e nós vamos soletrando,
palavra por palavra,
até que um dia,
sem perceber,
nossa voz aprenda a declamar
a poesia do viver.