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ELA DISSE NÃO
Uma rosa na mão,
e a esperança acesa no coração.
A voz baixa,
doce como quem teme o próprio sentir.
Vim pedir perdão,
disse ele.
— Perdão de quê? — ela perguntou.
Ele sorriu,
com os olhos cheios de ternura:
— Do pouco que sou
diante da tua beleza,
e da tua alma.
E ali, com a alma de joelhos,
ele a olhou profundamente
e pediu:
— Quer casar comigo?
Ela chorou.
Mas as lágrimas não eram de alegria.
— Agora não.
Tenho planos de partir,
de atravessar o mar,
de viver o que sonhei sozinha.
Havia um amor,
mas também havia um futuro por construir.
Ela escolheu a carreira.
Ele ficou com o silêncio.
Desolado,
caminhou sem direção,
como quem perdeu o norte
e deixou cair no chão o próprio destino.
O silêncio
passou a ser companhia constante,
amigo de todas as horas.
E no fundo da alma,
uma pergunta sem resposta:
será que a infelicidade é um porto definitivo
ou apenas uma travessia
para outra ilusão?
Será?
Tião Neiva
Sebastião Neiva
Enviado por Sebastião Neiva em 09/06/2025
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