Você já se deitou em uma rede,
fechou os olhos em silêncio,
e deixou as lágrimas escorrerem suaves,
sem que ninguém visse,
enquanto a memória sussurrava lembranças?
Já se olhou no espelho com calma,
observando cada traço,
como quem busca entender a própria alma?
Já conversou consigo mesmo,
tentando encontrar respostas,
ou apenas companhia?
Já cantou no banheiro,
deixando a voz brincar com a solidão?
Já sorriu sozinho,
lembrando de algo que o tempo não apagou?
Já criou algo do nada,
já orou com fé tão pura
que o impossível se fez real diante de seus olhos?
Já se deitou no colo da sua mãe
e sentiu, por um instante,
que nada poderia ferir você?
Já ofereceu um sorriso
e recebeu outro de volta,
como se o mundo se reconhecesse em vocês dois?
Já disse “eu te amo” com o coração aberto,
sem esperar retorno,
apenas porque sentia?
Já foi envolvido em mentiras,
fofocas que tentaram distorcer sua verdade?
Já se calou para não ferir,
mesmo quando a vontade era gritar?
Já sentiu saudades apertarem o peito,
como se o tempo parasse por dentro?
Já se emocionou diante de uma obra de arte,
ou de uma música que falou mais do que palavras?