Sobre o portal de entrada para a existência,
estava escrito, sem adornos,
sem promessas suaves:
A vida não é para amadores.
Não para os que reclamam do peso dos dias,
nem para os que ferem com palavras ou silêncios,
não para os que julgam antes de compreender,
nem para os que transgridem a verdade por conveniência.
Não é para os que se opõem por medo,
nem para os que desistem ao primeiro tropeço.
A vida é para quem escolhe lutar,
não contra os outros,
mas contra a própria ignorância,
contra o sono da alma,
contra o conforto que paralisa.
É para os que ensinam pelo exemplo,
para os que defendem o que é justo,
para os que compreendem que cada dificuldade
é uma semente de transformação,
um convite ao despertar.
A vida é para quem crê na essência,
não na aparência.
Para quem sabe que perder não é fracassar,
mas uma forma de renascer com mais clareza.
Para quem ama com consciência,
e sofre com coragem.
A vida não é — e jamais será
para os que se apegam à dor
como desculpa para não mudar,
para não mergulhar nas profundezas de si mesmos
e enfrentar o espelho da alma.
A vida exige presença,
vontade,
e um coração disposto a se tornar instrumento de algo maior.
Ela é estrada para os que ousam atravessar a si mesmos.
E nunca, nunca foi
para amadores.