O amor não está em promoção.
Só aquele amor barato,
que nasce em corações vazios,
disponível demais,
desprovido de essência.
É um amor que perde valor com o tempo,
que não conhece o respeito,
nem a paciência.
Não carrega caráter,
não entende a compreensão.
O grande amor é diferente.
Nasce pequeno,
quieto, quase invisível,
mas cresce com o tempo,
vive de instantes verdadeiros
e sobrevive mesmo no caos.
É como o amor de mãe,
sublime, incondicional,
resiliente.
Ou como o amor divino,
que brota de uma fonte inesgotável,
e se derrama em luz
sobre tudo que existe.
Muito longe desse amor possessivo,
cheio de ego,
que insistimos em chamar de amor,
mas que só alimenta nossas carências
e nos mantém distantes da essência.