Há um vulcão em mim,
silencioso, mas vivo
como se a alma, em sua pequena morada,
já não suportasse o peso do infinito.
Procuro uma luz,
mas ela se esconde
nos cantos escuros que não sei nomear.
A alma, enredada em seus próprios limites,
vê, sente,
mas não alcança o que ignora.
Nesta dança entre alma e carne,
o corpo celebra com banquetes,
enquanto a alma se afoga
em goles de esquecimento.
As experiências,
como sondas frágeis em solo lamacento,
buscam entender o amor,
tateiam a dor,
e muitas vezes se perdem,
sem resposta,
sem retorno.
Dentro de mim, tudo quer ir além
mas há grades invisíveis,
feitas de tempo, medo e matéria.
E, mesmo assim,
o vulcão pulsa.
Silente.
Esperando o dia
em que a alma, enfim,
a alma possa transbordar.