Quantas vezes sou silêncio
quando as palavras não bastam.
Há momentos em que um olhar
é mais eloquente que mil frases,
e um sorriso toca onde a voz não alcança.
Um aperto de mão pode carregar
a força da presença,
e o gesto mais simples
pode reacender a esperança no outro.
Caminho oferecendo fé
aos que esqueceram da própria força,
partilhando histórias que curam,
anedotas que renovam.
Onde chego, busco transformar a energia,
dispersar as nuvens escuras
cristalizadas pelo pensamento desviado.
Olho como quem vê pela primeira vez:
sem julgamentos,
sem véus.
Vejo além das formas,
além dos papéis.
E quando falo,
é como se a palavra nascesse com propósito,
no tempo exato,
para a alma que ouve.
Não trago doutrina,
trago presença.
E quando vou,
deixo o perfume do reencontro,
a lembrança de uma paz possível.
Sou apenas um homem,
mas carrego comigo a essência viva
do que é ser filósofo:
alguém que faz da vida
um campo de sabedoria em ação.