Nem todas as palavras são o que parecem.
Algumas escorrem da boca sem passar pelo coração.
Outras nascem da alma, carregadas de verdade.
Há palavras que não deveriam ser ditas —
ocultam interesses, mentem,
elogiam por conveniência.
Existem preces vazias, sem sentimento,
e preces ardentes, feitas em silêncio e fé.
Há palavras contidas, guardadas no silêncio,
que dizem mais que vozes aveludadas.
Palavras de consolo fingido.
Palavras que revelam caráter e sinceridade.
Palavras de políticos —
vestidas de demagogia,
reflexos do medo e da sede de poder.
Palavras preconceituosas,
palavras de bullying,
palavras e gestos que deveriam ter ficado no passado.
Há palavras que encantam com sua beleza
e outras que ferem com sua profundidade.