Realmente, a festa acabou.
O protagonista, antes vibrante,
perdeu o brilho, a firmeza.
Recolheu-se em um tempo de silêncio.
Ainda é cedo, dizem alguns.
Mas ele sabe: é hora de parar,
de mudar o foco,
de aceitar o que se transforma.
Tudo passa. Tudo tem seu tempo.
Foi um ator memorável.
Fez a plateia suspirar,
acendeu olhares, despertou desejos.
E também se consumiu no excesso.
Hoje, vive de lembranças,
do que foi,
do que incendiava o agora.
Está presente apenas na memória.
Descansa em paz o ímpeto.