Vivo por aí, espalhando o pouco que aprendi.
Faço versos, crônicas,
falo de filosofia como quem busca,
como quem escreve para os que se encantam e se desencantam de existir.
Penso o tempo todo,
revolvo os dias, os sentimentos, as memórias.
Levo comigo os sorrisos que iluminam,
e os rostos ocultos atrás de máscaras silenciosas.
Agradeço, sempre que posso,
pelas almas difíceis que cruzaram meu caminho.
Foram mestres duros, mas essenciais,
tornaram-se espelhos do que sou e do que escolhi não ser.
Minha mente, confusa em meio ao turbilhão,
filtrou o que cabia, descartou o que pesava.
Sinto-me diferente, não melhor, apenas desperto,
aprendi a pensar, a questionar,
a não seguir as multidões que negam a própria consciência.
O caminho é sinuoso, feito de perguntas sem resposta,
mas aos poucos o sentido da vida se revela,
a lógica da criação se insinua em silêncios e sinais.
Se há um sentido, quem sou eu para nadar contra a correnteza?
Sigo, tropeço, recomeço,
na dificuldade que se renova, nas conquistas que se somam.
E assim vou, espalhando o que há de melhor em mim.