No início, um encontro,
uma troca de olhares que desvenda caminhos.
Palavras flutuam no espaço entre nós,
reconhecendo-se como velhos conhecidos.
Há algo além da superfície,
um encaixe que não se força, apenas acontece.
Como se o destino tivesse desenhado um contorno
e nós, sem saber, preenchêssemos suas linhas.
Não bastam mais os pensamentos,
as lembranças ainda frescas do último adeus.
A ausência pesa nos gestos,
torna-se um pedido mudo por presença.
Caminhamos lado a lado,
não para esconder as imperfeições,
mas para acolhê-las,
como se fossem parte do trajeto que nos ilumina.
O segundo ato ainda não chegou,
mas aqui estamos, respirando cada instante,
vivendo de amor,
de olhares que falam,
de silêncios que entendem.