Onze anos de um novo tempo,
sessenta e sete de estrada percorrida.
Não sou o mesmo de ontem,
mas também não me tornei outro.
Aprendi a ser pai
quando o tempo exigiu.
Depois, a ser avô,
com a paciência que antes não tinha.
A maturidade não se mede em anos,
mas em silêncios compreendidos,
em batalhas que já não precisam ser travadas.
O que restou da juventude?
A lembrança do ímpeto,
a força que hoje se traduz em calma.
A vida me trouxe o que sempre procurei:
paz sem medo de perdê-la,
força sem a necessidade de provar,
e um desejo profundo de me tornar menor,
tão pequeno que caiba inteiro no instante presente.