As palavras se formam em mim
como um embrião silencioso,
crescem no ventre da espera,
se movem, ganham forma,
até que um sopro as desperta.
Elas nascem sem escolha,
brotam da terra fértil da alma,
às vezes frágeis,
às vezes urgentes,
mas sempre vivas.
E mesmo quando parecem incompletas,
quando se desenham tortas no papel,
elas são.
São porque precisavam ser,
porque o nascimento é sempre um milagre.
E o amor,
esse fio invisível que nos sustenta,
tece, refaz, renova,
nos dá a chance de nascer de novo,
em cada palavra,
em cada poesia.