Deitado, o corpo se entrega ao balanço suave,
pensamentos flutuam como folhas ao vento.
A esperança, tênue chama, dança na penumbra,
enquanto o vazio se molda em saudade,
de um lugar esquecido, além da memória.
Pequeno, frágil, diante da vastidão do mundo,
o desejo de servir pulsa silencioso.
Mas o que pode um coração solitário,
quando as palavras se perdem na imensidão do não dito?
O passado não mais se cultiva,
apenas lampejos de momentos bons
cruzam o horizonte do pensamento.
Conversar... ah, como seria bom...
Mas quem poderia tocar o que só a alma sente?
Permaneço aqui,
só,
entre o silêncio e a espera,
tecendo no invisível o sentido de existir.