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AMOR ESCONDIDO
Falo de amor como se fosse real,
como se dançasse invisível entre nós.
Mas o que vejo são mãos que seguram,
olhares que cobram, corações que exigem.
A paixão se veste de amor,
ardente, urgente, passageira.
De repente, o mesmo calor vira gelo,
o mesmo abraço se torna jaula.
Há quem ame o brilho, o poder,
o que pode ter, o que pode mostrar.
Mas o amor...
O amor não se explica,
não se mede, nem se prende.
Se já amei? Não sei dizer.
Já quis, já precisei, já temi perder.
Mas amar...
Talvez seja permitir que o outro seja,
sem querer que ele fique.
Os homens não amam,
não sabem se olhar no espelho sem julgar.
Como poderiam amar o outro
se ainda não se aceitaram?
O amor se esconde na liberdade,
na entrega sem correntes,
no silêncio que compreende
e na presença que não pede nada.
Falo de amor como se ele existisse...
Ou talvez apenas como quem ainda o espera.
Tião Neiva
Sebastião Neiva
Enviado por Sebastião Neiva em 27/02/2025
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