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PRESENÇA AUSENTE
Por que sempre foges, amor,
como sombra que o vento leva?
Tua ausência é um eco frio,
um silêncio que me enreda.
Caminho só nesta estrada,
onde teu nome já se perde.
Escolhi-te para estar comigo,
mas tu sempre te desprendes.
Inventas desculpas vagas,
fugas, histórias sem chão,
como quem teme o abraço,
como quem teme a razão.
Mas a ausência cansa, amor,
torna-se um vão, um vazio,
e quando outro preencher
serás só brisa sem rio.
Não te faças ausente,
pois o tempo não espera.
Se um dia eu partir, amor,
será tua dor, já não a minha espera.
Tião Neiva
Sebastião Neiva
Enviado por Sebastião Neiva em 23/02/2025
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