Sebastiao
E a vida continua
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Textos
CORAÇÕES ANALFABETOS
Escrevo versos, mas ninguém os lê,
não porque faltam olhos,
mas porque sobram olhares vazios.

Falo de amor, de vento, de céu,
mas as palavras escorrem,
como tinta sobre pedra fria.

Os corações desaprenderam a ler,
desalfabetizados pelo ruído,
anestesiados pelo excesso.

E eu?
Eu silencio,
pois não há palavras para ouvidos surdos.


Tião Neiva

Sebastião Neiva
Enviado por Sebastião Neiva em 04/02/2025
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