Textos
A SERENIDADE DA SOLIDÃO
Me apeguei à solidão,
não como quem se perde,
mas como quem se encontra.
Há um silêncio que canta,
um vazio que transborda.
Ficar só é uma dança lenta,
onde os pensamentos são pássaros
a voar em campos infinitos,
e os olhos, esses navegantes,
deslizam por mares internos.
Na solidão, não há julgamentos,
não há pressa em explicar.
O choro vem como chuva mansa
que lava a alma e vai embora,
sem perguntas, sem respostas.
Olho para o lado e vejo
um universo de possibilidades.
O vazio? É um palco,
onde minha essência dança sozinha,
livre e sem máscaras.
A solidão é apaixonante
porque nela sou inteiro,
não metade, nem pedaço.
Sou apenas eu,
e isso, por si só, basta.
Tião Neiva
Sebastião Neiva
Enviado por Sebastião Neiva em 27/12/2024
Copyright © 2024. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.