O verso é o antiverso,
espelho de tudo o que é reverso.
Um fio que separa o real do inverso,
bordando o infinito em seu universo.
No verso, o mundo dança em harmonia,
palavras são notas, pura melodia.
No antiverso, o caos é poesia,
uma sombra que ilumina a utopia.
Entre ambos, um portal sutil,
onde o tempo é quieto e o espaço febril.
O que é palavra, o que é silêncio?
O verso responde; o antiverso é um prenúncio.
A verdade é compreender,
que o oposto não é só contradizer.
É o diálogo eterno da criação,
um ciclo sem fim,